KP e KI
KP corrige o erro de giro atual. KI ajuda a eliminar a diferença que permanece. Referência usual: KP 10 e KI 150.
Entenda os ajustes de semente linha a linha e adubo por seção. Altere os valores nos gráficos e veja como cada parâmetro afeta a resposta do motor.
KP e KIAcionamento PWMProteção de correnteKP corrige o erro de giro atual. KI ajuda a eliminar a diferença que permanece. Referência usual: KP 10 e KI 150.
A frequência deve combinar com o acionador. O mínimo ajuda na partida; o máximo define o limite superior do comando.
“ADC de curto” define a corrente máxima permitida à carga. Referência usual: 10 A = 10.000 mA. Na tela, digite 10000.
Os valores de referência dependem do conjunto instalado. Mude um parâmetro por vez e compare o resultado.
O ensaio começa em 0 s. A meta entra em 1 s. Em 9 s, a carga aumenta. Compare a curva atual com KP=10 e KI=150 no mesmo cenário.
São dois exemplos de dinâmica; não uma regra para todo motor de semente ou adubo.
Recurso didático contra o acúmulo quando o comando chega ao limite. Não confirma a estratégia do equipamento.
Os exemplos restauram o cenário de semente e todos os demais controles antes de aplicar o caso, para permitir uma comparação reproduzível.
Modelo genérico de um motor, com atraso, inércia, limiar de partida e limite de comando. Não reproduz firmware, transporte do produto, singulação de sementes, falhas de sensor nem efeitos elétricos da frequência PWM.
erro = meta − rotação; P = (KP/10) × erro; I novo = I + (KI/150) × erro × Δt; comando pedido = P + I. O passo é 0,01 s. O comando é limitado entre 0 e PWM máximo. Se for positivo, recebe o piso de PWM mínimo. Meta zero força comando zero e zera o integral.
Comando efetivo abaixo de 18% (semente) ou 23% (adubo) não gera rotação. Acima desse limiar, a rotação de equilíbrio é 240 × (PWM − limiar)/(100 − limiar) × fator de carga. O fator começa em 1 e diminui conforme o aumento de carga escolhido. A resposta converge por um modelo de primeira ordem: constante de tempo 0,55 s / 1,1 s e atraso 0,12 s / 0,25 s, respectivamente.
Ao habilitar a limitação integral, a integração é suspensa quando empurraria o comando além de um limite, inclusive o piso positivo. O piso contínuo é uma simplificação didática; a implementação real do impulso de partida precisa ser confirmada. Não há ajuste de frequência no laboratório porque este modelo não representa o estágio elétrico.
Excesso: maior rotação acima da meta entre 1 e 9 s. Erro final: média de (meta − rotação) de 16 a 18 s. Tempo no limite: soma das amostras no PWM máximo entre 1 e 18 s. Esses números descrevem apenas este ensaio.
Selecione “Só proporcional”. Depois aumente KI aos poucos. Observe o desvio final diminuir e o efeito sobre a ultrapassagem da meta.
Use “Integral forte”. Compare com 10/150. O integral tenta recuperar o erro acumulado, mas pode passar do ponto.
Use “Limite insuficiente”. Aumentar ganhos não cria capacidade no motor. Compare o comportamento com e sem a limitação integral.
Quando a velocidade de avanço ou a dose desejada muda, a rotação necessária também pode mudar. O controle compara o que foi pedido com o que foi medido e corrige o acionamento do motor.
Cada linha tem seu comando de dosagem. Um problema em uma linha deve ser comparado com as demais, observando motor, dosador, transmissão e sinal de rotação.
Esquema ilustrativo. Quantidade de linhas e configuração de motores devem seguir a máquina do cliente.
O comando de uma seção atende um conjunto de linhas. Confira a largura atendida, o mecanismo de distribuição e a quantidade efetivamente coletada.
Rotação correta não garante, sozinha, dose correta: a calibração e o escoamento do produto também contam.
6 sementes/m × 6 km/h ÷ 3,6 = 10 sementes/s por linha.
A conversão para giro depende do disco, de quantas sementes são dosadas por volta e da relação da transmissão.
200 kg/ha × 6 km/h × 3 m ÷ 600 = 6 kg/min na seção.
3 m é a largura ilustrativa atendida pela seção. Para converter em giro, é preciso medir a massa dosada por volta.
Use os valores de referência como ponto de partida para compreender os ajustes. A regulagem deve considerar o motor, o acionador e a carga instalados.
| Parâmetro | O que significa | Quando avaliar o ajuste | Excesso ou falta |
|---|---|---|---|
| KP Referência: 10 | Ganho proporcional. Reage ao erro de agora: quanto maior a diferença de giro, maior a correção proporcional. | Quando a resposta a uma mudança de meta está lenta ou muito brusca, após conferir mecânica, medição e limites. | Baixo: correção fraca. Alto: pode provocar ultrapassagem da meta e oscilação. |
| KI Referência: 150 | Ganho integral. Soma o erro ao longo do tempo para corrigir uma diferença que insiste em permanecer. | Quando fica um desvio persistente mesmo com resposta proporcional adequada e capacidade disponível no motor. | Baixo: demora para eliminar o desvio. Alto: pode acumular correção demais e gerar oscilação ou recuperação demorada. |
| Frequência PWM 10.000 Hz 1.500 Hz nos casos de SSR citados | Quantidade de ciclos de chaveamento por segundo. PWM é o acionamento por pulsos; frequência não é rotação. | Na escolha ou troca do acionador. O conjunto motor + estágio de potência precisa ser compatível com a frequência. | Uma frequência inadequada pode distorcer o comando e causar perdas ou aquecimento. Não serve para compensar um KP/KI mal ajustado. |
| PWM mínimo Medido no conjunto | Percentual de acionamento a partir do qual o motor começa a girar. Ajuda no impulso de partida para reduzir o atraso inicial. | Quando há demora para iniciar o giro; reavaliar após troca de motor, transmissão, carga ou acionador. | Baixo: demora ou não parte. Alto: arranque brusco e possível excesso inicial. O limiar de partida pode ser diferente do necessário para manter o giro. |
| PWM máximo Usualmente 100% | Percentual a partir do qual aumentar o comando já não aumenta a rotação, conforme o conjunto. Define o limite superior configurado. | Ao medir a curva do motor ou quando há limitação de rotação/dose. Verificar alimentação e carga antes de mudar. | Baixo demais: a meta pode ficar inalcançável. 100% não significa potência ou giro ilimitados. |
| ADC de curto Referência usual: 10 A Na tela: 10000 mA | Limite de corrente que o módulo permite à carga. É proteção elétrica, não ganho de controle. | Na configuração da carga e na investigação de desarmes, observando capacidade do módulo e da instalação. | Baixo: pode desarmar durante operação ou partida. Alto: pode permitir corrente excessiva. A tela usa mA: 10 A = 10.000 mA; inserir 10000. |
Os desenhos mostram a mesma janela de 2 milissegundos com 50% de tempo ligado. Em 10.000 Hz há 20 ciclos; em 1.500 Hz há 3. Mudar o percentual altera a proporção ligado/desligado, não a quantidade de ciclos por segundo.
SSR = relé de estado sólido. Os 1.500 Hz são uma referência para conjuntos com SSR compatíveis com essa frequência. A capacidade de chaveamento deve ser confirmada no modelo exato do SSR; não se aplica esse valor a qualquer relé de estado sólido.
Não é uma curva medida. O patamar pode ocorrer apenas em 100%; o mínimo muda com atrito, carga e alimentação. Se não houver patamar antes do limite, não inventar um ponto de saturação.
| Sintoma | Verificação inicial | Relação com parâmetros |
|---|---|---|
| Demora só para começar | Atrito, carga, tensão e limiar de partida | Avaliar PWM mínimo antes de aumentar KI. |
| Giro sobe e desce repetidamente | Confirmar se o giro oscila de verdade ou se é ruído da leitura | Comparar KP/KI menores, um de cada vez; observar atrasos do sistema. |
| Fica abaixo da meta com PWM no máximo | Capacidade, alimentação, carga e limite configurado | Mais ganho não corrige falta de capacidade. |
| Rotação certa, dose errada | Calibração, relação mecânica, largura e fluxo do produto | Revisar conversão de giro em dose, não iniciar pelo PID. |
| Uma linha difere das demais | Motor, dosador e sensor daquela linha | Evitar mudar todos os ganhos para compensar um defeito localizado. |
| Proteção desarma | Identificar alarme, curto/travamento, corrente e condições do acionador | Não elevar “ADC de curto” para mascarar a causa. |
Define a corrente máxima que o módulo controlador permite à carga. A referência usual é 10 A = 10.000 mA. Como o campo da tela está em mA, insira 10000.
Esse parâmetro atua na proteção elétrica. Ele não substitui KP e KI nem melhora, por si só, o controle do giro.
Um limite baixo pode provocar desarmes durante a operação ou a partida. Um limite alto demais pode permitir corrente excessiva. Se a proteção atuar, verifique a carga, a instalação e a capacidade do módulo antes de aumentar o valor.